domingo, 17 de fevereiro de 2013

A SANTA MISSA - UMA BREVE EXPLICAÇÃO SOBRE O SANTO SACRIFÍCIO


 



A SANTA MISSA - UMA BREVE EXPLICAÇÃO SOBRE O SANTO SACRIFÍCIO PDFImprimirE-mail
Introdução
A Igreja e os santos sempre ensinaram que as coisas ocorridas no Antigo Testamento são prefigurações daquelas que aconteceriam no Novo Testamento. Isso quer dizer que Deus, para poupar a fraqueza do homem e para ensinar-lhe as verdades da Revelação de modo gradativo e adequado à nossa inteligência, quis ou permitiu que ocorressem os fatos do Antigo Testamento para que estes servissem como analogias em relação aos fatos que se realizariam no futuro, no Novo Testamento.

Além de utilizar os fatos ocorridos no Antigo Testamento com a finalidade de preparar os homens para o que seria revelado no Novo Testamento, Deus se utilizou também das profecias.

E é assim que vemos, no Antigo Testamento, a Santa Missa prefigurada por muitos fatos e também predita pelos profetas.
Dentre os fatos do Antigo Testamento que são prefigurações do Santo Sacrifício da Missa estão:
  1. O oferecimento de pão e vinho a Deus por Melquisedec, sacerdote e rei de Salém (Gen. 14, 18-20);
  2. O maná, sustento milagroso que o Senhor fazia cair todas as manhãs em torno do campo dos hebreus no deserto, depois de terem saído do Egito guiados por Moisés (Ex. 16, 4-36). O maná era um alimento descido do céu. Nosso Senhor na Santa Eucaristia é o Pão vivo descido do céu. – O maná substituía todos os alimentos, tendo nele todos os sabores. A Santa Eucaristia é o pão por excelência: basta para todas as necessidades da alma. – O maná durou até que os hebreus entrassem na terra prometida. A Santa Eucaristia nos será dada até que entremos no céu, onde veremos face à face o Deus que recebemos, no Sacramento, sob o véu de pão.
Várias coisas a respeito da vinda e da obra de Jesus Cristo foram também preditas pelos profetas, e uma delas é o Sacrifício da Missa, que seria instituído por Nosso Senhor e que se haveria de oferecer por toda a terra.

O profeta Malaquias nos mostra Deus irritado com as negligências e as provas de má vontade dos sacerdotes judeus da Antiga Lei quando ofereciam os sacrifícios:

“O filho honra seu pai, e o servo reverencia o seu senhor. Se eu, pois, sou vosso pai, onde está a minha honra? E se eu sou o vosso Senhor, onde está o temor que se me deve? diz o Senhor dos exércitos. Convosco falo, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome, e que dizeis: em que desprezamos nós o teu nome? Vós ofereceis sobre o meu altar um pão imundo, e dizeis: Em que te profanamos nós? Nisso que dizeis: A mesa do Senhor está desprezada. Se vós ofereceis uma hóstia cega para ser imolada, não é isto mau? E se ofereceis uma que é coxa e doente, não é isto mau? Oferecei estes animais ao vosso governador, e vereis se eles lhe agradarão, ou se ele vos receberá com agrado, diz o Senhor dos Exércitos”
(Mal. 1, 6-8).

Diante disto, Deus, pela boca do profeta, se mostra resolvido a rejeitar e abolir os sacrifícios antigos: “O meu afeto não está em vós, diz o Senhor dos exércitos; nem eu receberei algum donativo de vossa mão” (Mal 1, 10).

E passa a anunciar um Sacrifício Novo, oferecido em toda a terra: “Porque desde o nascente do sol até o poente é o meu nome grande entre as gentes, e em todo lugar se sacrifica e se oferece ao meu nome uma oblação pura” (Mal. 1, 11).

A expressão “do nascente do sol até o poente” é usada nas Escrituras para significar o mundo inteiro. A palavra “gentes” é sempre empregada na Escritura para significar os gentios, os povos que não são o povo israelita.
Esta oblação a que o profeta se refere não é tomada no sentido metafórico de oração ou sacrifício espiritual ou esmola: ela vem substituir os sacrifícios dos sacerdotes da Antiga Lei.

E não se refere diretamente ao Sacrifício cruento da Cruz, pois este foi oferecido em um só lugar, uma vez só, no monte Calvário, ao passo que aqui se trata de um sacrifício oferecido em todo lugar, de modo a tornar o nome do Senhor engrandecido entre as gentes: a Santa Missa, renovação incruenta daquele mesmo Sacrificio do Calvário.
O fato de Deus ter usado de figuras e profecias no Antigo Testamento com a finalidade de preparar o povo escolhido para aceitar o Sacrifício da Missa mostra-nos a grande importância deste mesmo Sacrifício e a grande estima que Deus tem por ele. A finalidade deste pequeno trabalho é tornar mais conhecido este Sacrifício tão estimado por Deus e que tem tão grande valor, expondo seu significado e as verdades que ele exprime, e que estão contidas em cada palavra e ação do sacerdote.

Primeira parte: o Sacramento da Eucaristia Do que é a Santíssima Eucaristia e da presença real de Jesus Cristo neste Sacramento
  1. Que é o Sacramento da Eucaristia?A Eucaristia é um Sacramento que, pela admirável conversão de toda a substância do pão no Corpo de Jesus Cristo, e de toda a substância do vinho no seu preciso Sangue, contém verdadeira, real e substancialmente o Corpo, Sangue, Alma e Divindade do mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, debaixo das espécies de pão e de vinho, para ser nosso alimento espiritual.
  2. Na Eucaristia está o mesmo Jesus Cristo que está no Céu e que nasceu, na terra, da Santíssima Virgem?Sim, na Eucaristia está verdadeiramente o mesmo Jesus Cristo que está no Céu e que nasceu, na terra, da Santíssima Virgem.
  3. Por que acreditais que no Sacramento da Eucaristia está verdadeiramente presente Jesus Cristo?Eu acredito que no Sacramento da Eucaristia está verdadeiramente presente Jesus Cristo porque Ele mesmo o disse, e Ele, sendo Deus, não pode mentir. E assim no-lo ensina a Santa Igreja.
  4. Que é a hóstia antes da consagração?A hóstia antes da consagração é pão de trigo.
  5. Depois da consagração, que é a hóstia?Depois da consagração, a hóstia é o verdadeiro Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, debaixo das aparências de pão.
  6. Que está no cálice antes da consagração?No cálice, antes da consagração, está vinho de uva com algumas gotas de água.
  7. Depois da consagração, que há no cálice?Depois da consagração, há no cálice o verdadeiro Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, debaixo das aparências de vinho.
  8. Quando se faz a mudança do pão no Corpo e do vinho no Sangue de Jesus Cristo?A conversão do pão no Corpo e do vinho no Sangue de Jesus Cristo de faz precisamente no ato em que o sacerdote, na Santa Missa, pronuncia as palavras da consagração.
  9. Que é a consagração?
    A consagração é a renovação, por meio do sacerdote, do milagre operado por Jesus Cristo na Última Ceia, quando mudou o pão e o vinho no seu Corpo e no seu Sangue adorável, por estas palavras: Isto é o meu Corpo; este é o meu Sangue.
  10. Como é chamada pela Igreja a miraculosa conversão do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo?
    Esta miraculosa conversão, que todos os dias se opera sobre os nossos altares, é chamada pela Igreja de transubstanciação.
  11. Quem deu tanto poder às palavras da consagração?
    Foi o mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, Deus onipotente, que deu tanto poder às palavras da consagração.
  12. Deve-se adorar a Eucaristia? A Eucaristia deve ser adorada por todos, porque Ela contém verdadeira, real e substancialmente o mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor.
  13. Quando instituiu Jesus Cristo o Sacramento da Eucaristia?
    Jesus Cristo instituiu o Sacramento da Eucaristia na Última Ceia que celebrou com seus discípulos, na noite que precedeu sua Paixão.
  14. Por que instituiu Jesus Cristo a Santíssima Eucaristia?
    Jesus Cristo instituiu a Santíssima Eucaristia por três razões principais: 1a. para ser o sacrifício da Nova Lei; 2a. para ser alimento de nossa alma; 3a. para ser um memorial perpétuo da sua Paixão e Morte, e um penhor precioso do seu amor para conosco e da vida eterna.

Referências: Extraído do Catecismo Maior de São Pio X ± Quarta parte, Capítulo IV.


Segunda parte: Do Santo Sacrificio da Missa
1ª Da essência, da instituição e dos fins do Santo Sacrificio da Missa
  1. A Eucaristia deve ser considerada só como Sacramento?A Eucaristia não é somente um Sacramento; é também o sacrifício permanente da Nova Lei, que Jesus Cristo deixou à Igreja, para ser oferecido a Deus pelas mãos dos seus sacerdotes.
  2. Como se chama este sacrificio da Nova Lei?Este sacrifício da Nova Lei chama-se Santa Missa.
  3. Que é, então, a Santa Missa?A Santa Missa é a renovação do sacrifício que Jesus Cristo fez no Calvário. Entretanto, o sacrifício do Calvário foi feito por Jesus Cristo de forma cruenta, isto é, com derramamento de sangue, ao passo que na Santa Missa esse mesmo sacrifício é renovado por Jesus Cristo de forma incruenta, isto é, sem derramamento de sangue. Na Santa Missa Nosso Senhor Jesus Cristo se imola novamente para nossa salvação, como Ele fizera no Calvário, embora na Santa Missa seja sem sofrimento físico.
  4. Então o Sacrificio da Missa é o mesmo que o da Cruz?Sim, o Sacrifício da Missa é substancialmente o mesmo que o da Cruz, porque o mesmo Jesus Cristo, que se ofereceu sobre a Cruz, é que se oferece pelas mãos dos sacerdotes, seus ministros, sobre os nossos altares. Mas quanto ao modo como é oferecido, o sacrifício da Missa difere do da Cruz, conservando todavia a relação mais íntima e essencial com ele.
  5. Que diferença, pois, e que relação há entre o Sacrificio da Missa e o da Cruz?Entre o Sacrifício da Missa e o sacrifício da Cruz há esta diferença e esta relação: Jesus Cristo sobre a Cruz se ofereceu derramando o seu sangue e merecendo para nós; ao passo que sobre os altares Ele se sacrifica sem derramamento de sangue, e nos aplica os frutos de sua Paixão e Morte.
  6. Não é porventura o Sacrificio da Cruz o único sacrificio da Nova Lei?O Sacrifício da Cruz é o único sacrifício da Nova Lei, porque por meio dele Nosso Senhor aplacou a Justiça Divina, adquiriu todos os merecimentos necessários para nos salvar, e assim consumou de sua parte a nossa redenção. São estes merecimentos que Ele nos aplica pelos meios que instituiu na sua Igreja, entre os quais está o Santo Sacrifício da Missa.
  7. Para que fins se oferece o Santo Sacrificio da Missa?Oferece-se o Santo Sacrifício da Missa para quatro fins: 1o. para adorá-lo como convém, e sob este aspecto o sacrifício é latrêutico; 2o. para Lhe dar graças pelos seus benefícios, e sob este aspecto o sacrifício é eucarístico; 3o. para aplacá-lo, para Lhe dar a devida satisfação pelos nossos pecados, e sob este aspecto o sacrifício é propiciatório; 4o.para alcançar todas as graças que nos são necessária, e sob este aspecto o sacrifício é impetratório.
  8. Quem oferece a Deus o Santo Sacrificio da Missa? O primeiro e principal oferente do Santo Sacrifício da Missa é Jesus Cristo, e o sacerdote é o ministro que em nome de Jesus Cristo oferece este sacrifício ao Pai Eterno.
  9. Quem instituiu o Santo Sacrificio da Missa? Foi o próprio Jesus Cristo quem instituiu o Santo Sacrifício da Missa, quando instituiu o Sacramento da Eucaristia, e disse que ele fosse feito em memória de sua paixão.
  10. A quem se oferece o Santo Sacrificio da Missa? O Santo Sacrifício da Missa oferece-se só a Deus.
  11. Se a Santa Missa se oferece só a Deus, por que se celebram tantas Missas em honra da Santíssima Virgem e dos Santos?A Missa celebrada em honra da Santíssima Virgem e dos Santos é sempre um sacrifício oferecido só a Deus; diz-se, porém, celebrada em honra da Santíssima Virgem e dos Santos para louvar a Deus neles pelos dons que lhes concedeu, e para alcançar, pela intercessão deles, em maior abundância, as graças de que necessitamos.
  12. Quem participa dos frutos da Santa Missa?
    Toda a Igreja participa dos frutos da Missa, mas particularmente: 1o. o sacerdote e os que assistem à Missa; 2o. aqueles por quem se aplica a Missa, a que podem ser vivos ou defuntos.
  13. Terminada a Missa, que devemos fazer?
    Terminada a Missa, devemos das graças a Deus por nos ter concedido a graça de assistir a este grande sacrifício e pedir-Lhe perdão das faltas cometidas enquanto a assistíamos.

Referências:

Extraído do Catecismo Maior de São Pio X ± Quarta parte, Capítulo IV.



Terceira parte: O conhecimento e a compreensão das orações e cerimônias da Santa Missa

Do conhecimento profundo da Santa Missa

  1. É necessário conhecer profundamente a Santa Missa?Um ato de religião praticado com tanta frequência, tão precioso em suas graças, e tão consolador em seus frutos, é desejoso que se conheça o mais possível, na medida de nossas capacidades.
  2. Como podemos conhecer mais profundamente a Santa Missa?Podemos conhecê-la mais profundamente estudando seus mistérios, seus dogmas, a moral que ela encerra, e até os menores detalhes de suas cerimônias e orações.
  3. Para que devemos conhecer tudo isto?Para que a Santa Missa, que é o centro do culto católico, desperte os mais vivos sentimentos de religião e de piedade.
  4. Que mais devemos conhecer da Santa Missa?Devemos conhecer suas palavras sagradas; cada ação e cada movimento do sacerdote; cada palavra que ele pronuncia para nos lembrar que um Deus se imola por nós, e que nós também devemos nos imolar com Ele e por Ele.
  5. Que mais é salutar conhecer?Devemos saber as grandes vantagens espirituais que um conhecimento mais íntimo da Santa Missa proporciona aos fiéis, com a explicação literal de suas orações e cerimônias.
  6. Deus exige de todos os fiéis um conhecimento profundo e detalhado da Santa Missa?Não. Deus supre com a fé o conhecimento que não foi possível adquirir e jamais irá desprezar o sacrifício de um coração arrependido e humilhado (Sal. 50, 19).
  7. Por acaso a Igreja ocultaria aos fiéis algum mistério da Santa Missa?Não. Na Igreja nada há de oculto e Ela jamais pretendeu ocultar qualquer mistério aos fiéis, seja da Santa Missa ou de qualquer outra cerimônia litúrgica.
  8. Com que estado de espírito devemos assistir a Santa Missa?Devemos deixar fora da igreja a indiferença e o tédio, a dissipação e o escândalo e sermos, na igreja, adoradores em espírito e verdade.

2º Da celebração da primeira Missa e da sua relação com a Paixão e a Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo: as ações e palavras do sacerdote

  1. Quando foi celebrada a primeira Missa? Pode-se e deve-se crer que a primeira Missa foi celebrada no Cenáculo, à véspera da morte de Salvador.
  2. Que paralelo podemos fazer entre o Cenáculo e a Santa Missa? Podemos estabelecer o seguinte paralelo:

    Cenáculo
    Santa Missa
    Jesus dirige-se ao Cenáculo: acompanhado dos seus apóstolos, chega ao Cenáculo, onde estava preparada a mesa do sacrifício e da comunhão.O sacerdote dirige-se ao altar, precedido dos seus ministros, onde tudo está disposto para o sacrifício da Santa Missa.
    Jesus deixa a mesa depois da ceia prescrita pela Lei, humilha-se ao lavar os pés dos apóstolos e os manda que se lavem mutuamente, voltando, depois, a ocupar o seu lugar à mesa.O sacerdote desce ao pé do altar, mesmo puro de faltas graves, para lavar-se e purificar-se das faltas mais leves. Por isso o sacerdote faz a confissão mútua com os assistentes, subindo depois ao altar.
    Jesus senta-se à mesa eucarristica: instrui seus apóstolos e lhes dá o resumo de sua doutrina, dizendo: “ Eu vos dei o exemplo para que façais como eu fiz” (Jo. 13).
    O sacerdote faz no altar a instrução pública e preparatória, com o objetivo de explanar estes dizeres profundos de S. Justino: “ Só pode participar da eucaristia aquele que crê que nossa doutrina é verdadeira, que recebeu a remissão dos pecados e que vive como Jesus ensina” (Apologia, 2).
    Jesus toma o pão e o vinho num cálice, e os abençoa.O sacerdote toma o pão e o vinho num cálice: eis a oblação, as orações e bênçãos que a acompanham.
    Jesus deu graças, elevando os olhos aos céus: embora os evangelistas não registrem as palavras de que Jesus se serviu nesta ação de graças, sabemos pela tradição que Ele enumerou os benefícios da criação, da providência e da redenção, que iriam se concentrar nesta vítima adorável; depois o Senhor partiu o pão e o deu aos seus discípulos dizendo: “ Isto é o meu corpo”; em seguida os deu também o cálice, dizendo: “ Isto é o meu sangue”. Eis a fórmula da consagração. É a comunhão no Cenáculo.
    O sacerdote emprega as mesmas palavras e gestos no Cânon da Missa, repetindo a fórmula da consagração: É a comunhão na Santa Missa.
    Jesus pronuncia um hino de ação de graçasO sacerdote termina o Santo Sacrifício da Missa com a ação de graças.
  3. O que fizeram Jesus e os apóstolos após a Ceia? Os apóstolos saíram do Cenáculo com o seu Mestre, e se dirigiram ao Horto das Oliveiras, para serem testemunhas da renovação e da consumação do grande sacrifício da Cruz, da mesma forma que o sacerdote se dirige ao santuário, subindo ao altar.
  4. Que paralelo podemos estabelecer entre a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo e a Santa Missa?Podemos estabelecer o seguinte paralelo:

    Cenas da Paixão, Morte e Ressureição de Nosso Senhor Jesus Cristo
    Cenas da Missa
    Jesus ora no Horto, com o rosto prostrado na terra em agonia.
    O sacerdote, ao pé do altar, recita o Confiteor, em humilde postura.
    Jesus, amarrado, sobe a Jerusalém.
    O sacerdote, cingido com todos os paramentos, sobe ao altar.
    Jesus foi, de tribunal em tribunal, instruindo o povo, seus acusadores e seus juizes.
    O sacerdote vai de um ao outro lado do altar, para multiplicar e difundir a instrução preparatória.
    Jesus Cristo, assim que sentenciado e despojado de suas roupas, oferece seu corpo à flagelação, prelúdio da sua execução e morte.
    O sacerdote descobre as oblações, retirando o véu que cobre o cálice e a hóstia, ainda não consagrados, e faz a oferenda do pão e do vinho, que vão ser consagrados, e cuja substância vai ser consumida.
    Jesus é pregado na cruz.
    Jesus se torna presente no altar com as palavras da Consagração.
    Jesus é suspenso na Cruz, entre o céu e a terra.Como no momento da Elevação, na Missa.
    Jesus expira na cruz.
    O sacerdote parte a Hóstia, indicando, visivelmente, esta morte.
    Jesus é colocado no sepulcro.
    Na Comunhão, Jesus é recebido pelo sacerdote e pelos fiéis.
    Jesus ressuscita glorioso.
    A ressurreição é significada pelo lançamento de um fragmento da hóstia consagrada (o corpo de Cristo) no cálice que contém o sangue de Cristo, na hora em que o sacerdote diz a oração “ Pax Domini sit semper vobiscum”, fazendo cinco cruzes sobre o cálice e fora dele. O sacerdote pede o efeito desta vida nova através das orações após a Comunhão.
    Jesus sobe aos céus, abençoando sua Igreja.
    O sacerdote se despede dos fiéis e os abençoa.
    Jesus envia o Espírito Santo aos seus discípulos.
    No final da missa, é lido o início do Evangelho de S. João, que nos exorta a tornar‑nos filhos de Deus, dirigidos e movidos pelo seu Espírito, conforme estas palavras do apóstolo S. Paulo: "aqueles que são conduzidos pelo Espírito
    de Deus, são filhos de Deus" (Rom. 8, 14).
  5. Que relação há entre a Santa Missa e as palavras de Cristo na Última Ceia? Nosso Senhor instituiu, após a Última Ceia, a parte essencial das orações e cerimônias da Santa Missa.
  6. Quem estabeleceu as orações e cerimônias das outras partes?
    As orações e cerimônias das outras partes foram estabelecidas pelos apóstolos, pela Tradição e pela Igreja, que acrescentaram o que convinha à dignidade do Santo Sacrifício, em nada alterando o substancial da Instituição Divina.
Referências:
Extraído do Catecismo da Santa Missa

3ª Da celebração da primeira Missa e da sua relação com a Paixão e a Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo: as vestimentas do sacerdote
  1. O sacerdote deve usar vestes específicas para rezar a Santa Missa? Sim, o sacerdote deve usar vestes específicas para rezar a Santa Missa.
  2. Estas vestes que o sacerdote deve usar para rezar a Santa Missa nos remetem ao que sofreu Nosso Senhor em sua Paixão e em sua Morte na Cruz?
    Sim, as vestes que o sacerdote deve usar na Santa Missa nos remetem ao que Nosso Senhor sofreu em sua Paixão e em sua Morte na Cruz.
  3. Estas vestes sacerdotais nos lembram mais alguma coisa?
    Sim. Estas vestes nos lembram diversas virtudes que devemos nos esforçar para possuir e diversas boas obras que devemos praticar.
  4. Quais são as vestimentas do sacerdote que vai celebrar a Santa Missa? As vestimentas do sacerdote que vai celebrar a Santa Missa são o amito, a alva, o cíngulo, o manípulo, a estola e a casula.
  5. O que é o amito?
    O amito é um véu branco que o sacerdote passa sobre a cabeça e com que cobre os ombros. Remete a coroa de espinhos com a qual Nosso Senhor Jesus Cristo foi coroado. O amito recorda-nos que devemos sempre ter pensamentos puros, combatendo sobretudo aqueles que nos vêm contra a castidade. Lembra-nos também a modéstia das palavras e o cuidado que devemos ter de não conversar inutilmente na Igreja.
    Amito Amito
  6. O que é a alva?
    A alva é uma túnica branca, larga e que desce até os pés do sacerdote. Remete à túnica branca com a qual Herodes mandou vestir a Cristo, para dizer que era louco. A alva recorda-nos de que seremos chamados de loucos pelo mundo se formos fiéis a Nosso Senhor, seguindo-lhe os passos e renunciando às ilusões deste mundo para alcançarmos nossa recompensa no Céu. O fato da alva descer até os pés significa que devemos perseverar nas boas obras. E o símbolo da pureza que o padre deve ter ao rezar a Santa Missa e que os fiéis dever também ter ao assisti-la.
    Alva

  7. O que é o cíngulo?
    O cíngulo é uma corda com a qual o sacerdote aperta a alva na altura da cintura. Remete-nos aos açoites da flagelação de Nosso Senhor, bem como a corda com a qual amarraram Nosso Senhor para puxá-lo. Lembra-nos as virtudes da fortaleza e da castidade.
    Cíngilo
  8. O que é o manípulo?
    O manípulo é um pano que o sacerdote traz no braço esquerdo. Sua origem está no fato de que os filósofos gregos levavam no braço um pano para enxugarem o suor do rosto quando ensinavam nas praças; bem como no fato de que os trabalhadores também levavam um pano no braço para enxugarem o suor do rosto enquanto trabalhavam. Remete-nos às cordas que ataram as mãos de Nosso Senhor. Lembra-nos a autoridade que o sacerdote tem para pregar a verdade, bem como de que devemos trabalhar para conseguirmos o Céu, fazendo boas obras.
    Manípulo

  9. O que é a estola?
    A estola é um ornato que o sacerdote traz em torno do pescoço e que cruza sobre o peito. Remete-nos à Cruz que Nosso Senhor carregou. Ela é o símbolo da dignidade e do poder do sacerdote, e nos lembra o respeito que devemos ter para com os padres. O fato da estola ser cruzada no peito do sacerdote significa também a troca que os judeus e gentios fizeram na crucificação de Jesus Cristo, passando os judeus da mão direita para a esquerda e os gentios da mão esquerda para a direita de Deus.
    Estola

  10. O que é a casula?
    A casula é um manto aberto dos lados e que o sacerdote põe por cima de todos os outros paramentos. Remete-nos ao pano vermelho com o qual os soldados romanos vestiram a Nosso Senhor, para zomba-lo (Jo. 19, 1-3). Lembra-nos a virtude da caridade, que deve animar as nossas obras e orações. Lembra-nos também o jugo da Cruz de Cristo que assumimos no Batismo. E por isso que se desenha uma cruz atrás da casula.
    Casula
Referências:Extraído do “ Catecismo de Perseverança” ± Quarta parte,lição XII ± Abade Gaume ± Porto, Livraria Chardron, 1901, 4ë Edição.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

1er DOMINGO DE CUARESMA–FEBRERO 17 de 2013



Tran sv. 28A # 36 - 47 La Soledad + Tel: 2442037 // BOGOTÁ - COLOMBIA www.institutodelbuenpastor.co

1

SACRIFICIUM

Publicación semanal del Instituto del Buen Pastor Sede Colombia

Año 5 - Volumen IV -Nº 258- 1er DOMINGO DE CUARESMA–FEBRERO 17 de 2013

ORDO MISSAE Y RITUS SERVANDUS APROBADOS POR LA SAGRADA CONGREGACION DE RITOS. EL 27 DE ENERO DE 1965

PRI


Tran sv. 28A # 36 - 47 La Soledad + Tel: 2442037 // BOGOTÁ - COLOMBIA www.institutodelbuenpastor.co

1

SACRIFICIUM

Publicación semanal del Instituto del Buen Pastor Sede Colombia


Año 5 - Volumen IV -Nº 258- 1er DOMINGO DE CUARESMA–FEBRERO 17 de 2013

ORDO MISSAE Y RITUS SERVANDUS APROBADOS POR LA SAGRADA CONGREGACION DE RITOS. EL 27 DE ENERO DE 1965


PRIMER DOMINGO DE CURESMA


Vencedor de la tentación y nuevo Adán, Cristo pisotea a la serpiente que sedujo a nuestro primer padre; y los ángeles acuden a servirle.
Tra nsv. 28A # 36 - 47 La Soledad + Tel: 2442037 // BOGOTÁ - COLOMBIA www.institutodelbuenpastor.co

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La Iglesia ha ordenado la celebración de este primer domingo de Cuaresma, uno de los más solemnes del año litúrgico, en la Basílica patriarcal de San Juan de Letrán, por ser ella la Madre y Maestra de todas las Iglesias de la Cristiandad, en la que los penitentes públicos eran reconciliados el Jueves Santo, y los catecúmenos recibían el Santo Bautismo la noche santísima de Pascua. Ciertamente era la Iglesia más indicada para celebrar en ella la

Estación, ya que en la misma tantas veces fue promulgado el ayuno cuadragesimal por los grandes Pontífices San León y San Gregorio del Magno. El Introito de la Misa, así como todos los cantos de ella, están tomados del salmo noventa. Este salmo canta las gracias de protección y libertad que, en toda suerte de necesidades, hallan las almas fieles que se arrojan confiadamente en Dios. Por lo mismo, era el más propio para reanimar nuestra confianza en Dios en el auxilio divino, tan necesario en la Cuaresma para poder vencer los enemigos de Dios y de nuestra alma. El Señor nos promete en el Introito que la esperanza puesta en El, no será vana en manera alguna. En la Colecta la Iglesia implora para todos sus hijos el favor divino, suplicando que los ayunos y penitencias, no solamente los purifiqué, sino que les alcance poderosísimo socorro mediante el cual se multipliquen sus buenas obras. La Epístola es una persuasiva y poderosa exhortación del gran Apóstol para que nos aprovechemos de este santo tiempo que Cuaresma, procurando con buenas obras nuestra eterna salvación. Estos son los días que Dios nos concede para enmendar nuestros vicios y ejercitar todas las virtudes. A esta misma práctica de la penitencia, y para darnos ejemplos de qué manera habíamos de triunfar de nuestros espirituales enemigos, nos propone la liturgia en el Evangelio el ejemplo de Jesucristo ayunando rigurosísimamente 40 días y otras tantas noches, orando y venciendo con la palabra de Dios al enemigo que más se esfuerza para conseguir nuestra externa ruina. Como las fuerzas humanas no son suficientes por sí solas para obtener la purificación del alma, ni para restaurar el vigor perdido, por lo mismo suplicamos en el Poscomunión que esto lo obre en nosotros la gracia mediante la Eucaristía, verdadero alimento y salud de nuestras almas. Tran sv. 28A # 36 - 47 La Soledad + Tel: 2442037 // BOGOTÁ - COLOMBIA www.institutodelbuenpastor.co

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PRIMER DOMINGO DE CUARESMA

MISA DEL DIA

Introito. Salm 90.15-16,1.- Si me invoca, yo le escucharé; le libraré y le glorificaré; le llenaré de dilatados días.

Salmo.- Dichoso el que mora al abrigo del Altísimo, el que descansa a la sombra del Omnipotente. Gloria al Padre.

Colecta.- Oh Dios!, que purificas a tu Iglesia por la observancia anual de la cuaresma: concede a tu familia que cuanto desea obtener de ti por la abstinencia, lo consiga con las buenas obras. Por nuestro Señor.

Epístola. 2 Cor. 6.1-10.- Exhortación apremiante a no recibir en vano la gracia de Dios. San Pablo, que nos las dirige, describe su propio combate, el cual terminará con la victoria por los méritos de Cristo.

Hermanos: Os exhortamos a que no recibáis en vano la gracia de Dios. Porque él dice: Te oí en el tiempo oportuno, y en el día de la salvación te ayudé. Ha llegado ahora el tiempo favorable, ha llegado el día de la salvación. No demos a nadie ocasión de escándalo, para que no sea vituperado nuestro ministerio. Antes en todo mostrémonos como ministros de Dios, con mucha constancia en las tribulaciones, en las necesidades, en las angustias, en los azotes, en las cárceles, en las sediciones, trabajos, vigilias y ayunos; con castidad, ciencia, paciencia y suavidad, por el Espíritu Santo, con caridad sincera, con palabras de verdad, con fortaleza de Dios, con las armas ofensivas y defensivas de la justicia, en el honor y el deshonor, en la infamia y en la buena fama; ya nos tengan por impostores siendo verídicos; por desco-nocidos, aunque muy conocidos, por casi moribundos, cuando en realidad estamos vivos; cual castigados, pero no muertos; como tristes, estando siempre alegres;

Tra nsv. 28A # 36 - 47 La Soledad + Tel: 2442037 // BOGOTÁ - COLOMBIA www.institutodelbuenpastor.co s

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como necesitados, aunque hemos enriquecido a muchos; como gentes que de todo carecen cuando todo lo poseemos.

Gradual Salm. 90.11-12.- Dios mandó a sus ángeles que te guarden en todos tus caminos. Te llevarán en sus manos, no sea que tropiece tu pie en alguna piedra.

Tracto Salm. 90.1-7,11-16.- Cántico lleno de promesas. Quien confía en Dios nada ha de temer.

El que mora al abrigo del Altísimo, el que descansa a la sombra del Omnipotente. Ése dice al Señor: Tú eres mi refugio, mi fortaleza, mi Dios, en quien confío. Sí, es él quien te librará del lazo del cazador y de las palabras mortíferas. Bajo sus alas te cubrirá y bajo sus plumas hallarás cobijo. Su fidelidad es un escudo, una coraza. No temerás los terrores de la noche. Ni la flecha que vuela de día, ni la peste que camina en las tinieblas o el contagio que hiere a plena luz. Caerán mil a tu lado, y a tu derecha diez mil; nada llegará hasta ti. Porque el Señor ha dado a sus Ángeles la misión de guardarte en todos tus caminos,. Ellos te llevarán en sus manos, no sea que tu pie tropiece en alguna piedra. Caminarás sobre áspides y víboras, hollarás con tus pies al león y al dragón. Porque se ha acogido a mí, yo le libraré; le protegeré puesto que conoce mi nombre. Si me llega a invocar, le escucharé; en la desgracia me encontraré junto a él. Le libraré y le glorificaré, le saciaré de largos días, le haré ver mi salvación.

Evangelio. Mat. 4. 1-11.- No era indigno de nuestro Redentor el querer ser tentado, pues venía para ser muerto. Por el contrario, convenía que triunfase de nuestras tentaciones, como había venido a derrotar nuestra muerte con la suya.» San Gregorio, en maitines.

En aquel tiempo: Llevó el Espíritu a Jesús al desierto para que allí le tentase el diablo. Y habiendo ayunado cuarenta días y cuarenta noches, después tuvo hambre. Y, llegándose a él el tentador, le dijo: Si eres Hijo de Dios, di que estas piedras se conviertan en panes. Mas Jesús le respondió y dijo: Escrito está: No de solo pan vive hombre, sino de toda palabra que sale de la boca de Dios. Entonces le transportó el diablo a la santa ciudad; y púsole sobre el pináculo del templo, y le dijo: Si eres Hijo de Dios, échate de aquí abajo, porque

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escrito está: Mandó a sus ángeles cerca de ti, y te tomarán en sus manos, para que no tropiece tu pie contra alguna piedra. Jesús le dijo: También está escrito: No tentarás al Señor tu Dios. De nuevo le subió el diablo a un monte muy alto, y le mostró todos los reinos del mundo, y la gloria de ellos, y le dijo: Todo esto te daré si, prosternándote, me adorares. Díjole entonces Jesús: Vete de aquí, Satanás, porque escrito está: Al Señor tu Dios adorarás, y a él solo servirás. Entonces le dejó el diablo; he aquí que se acercaron los ángeles y le sirvieron.

Ofertorio. Salm. 90.4-5.- Con sus alas te cubrirá el Señor, y bajo sus plumas hallarás cobijo; su fidelidad es un escudo.

Secreta.- Te ofrecemos solemnemente, Señor, este sacrificio en el umbral de la cuaresma, suplicándote que, con la abstinencia de carnes, hagas nos privemos también de los placeres nocivos. Por nuestro Señor Jesucristo.

Prefacio de Cuaresma.- En verdad es digno y justo, equitativo y saludable, darte gracias en todo tiempo y lugar, Señor, santo Padre, omnipotente y eterno Dios, que, por el ayuno corporal, domas nuestras pasiones, elevas la mente, nos das la virtud y el premio, por Jesucristo nuestro Señor, por quien alaban los Ángeles a tu majestad, la adoran las Dominaciones, la temen las Potestades y la celebran con igual júbilo los Cielos, las Virtudes de los cielos y los bienaventurados Serafines. Te rogamos que con sus voces admitas también las de los que te decimos, con humilde confesión. Santo

Comunión. Salm. 90.4-5.- Con sus alas te cubrirá el Señor y bajo sus plumas hallarás cobijo; su fidelidad es un escudo.

Poscomunión.- Restáurenos, Señor, la santa libación de tu sacramento; y, purificados de los antiguos vicios, nos haga participantes del misterio de salvación. Por nuestro Señor.

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Febrero 17

San Silvino


Obispo y Confesor



San Silvino, apóstol de Flandes, había trabajado en su propia santificación antes de trabajar en la de los demás. Sólo de hierbas se alimentaba y de raíces; e acostaba en la tierra desnuda y ataba sus miembros con una cadena de hierro. He aquí las armas de que se sirvió para atacar al demonio en un país en el que era adorado; ¿Podemos asombrarnos de que, predicando así con sus ejemplos más aun que con sus palabras, haya ganado tantas almas para Jesucristo?

MEDITACIÓN SOBRE LA SALVACIÓN


I. Las palabras del santo Evangelio, que hemos citado al comienzo, bastan por sí solas, según San Francisco Javier, para hacer que mejore su vida el alma que las medite. Piensa, pues, en ello: es preciso que te salves, he aquí tu única preocupación; para ello estás en este mundo, y no para adquirir riquezas, honores, o procurarte los gozos de la vida. Sin embargo, no pensamos en eso y, día y noche, pensamos en amontonar bienes perecederos.

II. Es menester trabajar en nuestra salvación .de manera seria y eficaz. ¿Qué haces para esto? ¡Desdichado! sacrificas tu salud para adquirir ciencia, honores, riquezas, y apenas si piensas en santificar te! Dime, por favor: ¿para qué servirán, en la hora de la muerte, esas riquezas, esa alta reputación, esa ciencia? Has perdido todo si pierdes tu alma. Allí donde se pierde el alma, no hay ganancia posible. (San Cipriano).

III. Es menester que sin tardar trabajes en tu salvación, pues el que difiere su conversión para el día de mañana corre gran riesgo de perderse. Distribuye tu tiempo de modo que el mundo no absorba toda tu vida. Comienza desde ahora a determinar lo que debes dar a Dios, llora el tiempo que sacrificaste a tus placeres, prepárate a dar cuenta de
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él. Demos a Dios algunos instantes de nuestra vida, no sea que la vanidad y las inquietudes miserables la consuman enteramente. (San Pedro Crisólogo).

El cuidado de nuestra salvación Orad por los que tienen cura de almas.

ORACIÓN

Haced, oh Dios omnipotente, que la piadosa solemnidad de San Silvino, vuestro confesor y pontífice, aumente en nosotros el espíritu de devoción y el deseo de la salvación. Por J. C. N. S. Amén..

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Febrero 18

San Simeón


Obispo y Mártir



La cruz de Jesucristo es la puerta del paraíso. (San Juan Crisóstomo).

Este santo, que era pariente de Jesucristo según la carne, y que tuvo el honor de morir en una cruz como Él, nos enseña que las cruces son favores conque Jesús honra a los que ama. Sucedió el santo a Santiago como obispo de Jerusalén, y después de haber dado admirables pruebas de su celo por la salvación de las almas, rubricó su paciencia padeciendo el suplicio de la cruz.

MEDITACIÓN SOBRE LAS TRES CLASES DE CRUCES


I. Nos atraemos cruces y aflicciones por nuestra imprudencia o por nuestros pecados; debemos soportar con paciencia esas aflicciones, puesto que nosotros somos su causa. Entra en ti mismo cuando estés afligido: pregúntale a tu alma por qué está triste, y a menudo Tra nsv. 28A # 36 - 47 La Soledad + Tel: 2442037 // BOGOTÁ - COLOMBIA www.institutodelbuenpastor.co s

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encontrarás que tus cruces no son sino castigo de tu orgullo y de tu avaricia, o de algún otro pecado. Acúsate entonces a ti mismo por tus sufrimientos; cesa de ser pecador, y cesarás de ser desgraciado. En todas tus penas pregúntale a tu alma; interrógala: ¿No te sucede esto sino porque has abandonado al Señor tu Dios? (San Jerónimo).

II. A veces soportamos cruces que no hemos merecido; nos asemejamos entonces al santo varón Job. Si tus enemigos te calumnian, si tus amigos te, traicionan, si la pobreza, la enfermedad o la deshonra te hacen gemir y pasar la vida en la tristeza, agradece a Dios de que te haya hecho partícipe de sus sufrimientos y de su cruz. ¿De qué te quejas, si te trata como trató a sus mejores amigos, como su Padre Eterno lo trató a El mismo? Sufre con Jesús y como Jesús.

III. Los santos no esperan los sufrimientos; los piden y los buscan, corren a ellos como el avaro a su tesoro; ¡Y tú, por lo contrario, los huyes! No te engañes, nunca entrarás en el cielo sin la cruz; porque la cruz de Jesucristo es la puerta del paraíso. (San Juan Crisóstomo).

El amor a la cruz Orad por los afligidos.

ORACIÓN

Dios todopoderoso, mirad nuestra debilidad, ved cuán agobiados estamos bajo el peso de nuestros pe cados, y fortificadnos por la intercesión de San Simeón, vuestro pontífice mártir. Por J. C. N. S. Amén.


MER DOMINGO DE CURESMA


Vencedor de la tentación y nuevo Adán, Cristo pisotea a la serpiente que sedujo a nuestro primer padre; y los ángeles acuden a servirle. Tra nsv. 28A # 36 - 47 La Soledad + Tel: 2442037 // BOGOTÁ - COLOMBIA www.institutodelbuenpastor.co

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La Iglesia ha ordenado la celebración de este primer domingo de Cuaresma, uno de los más solemnes del año litúrgico, en la Basílica patriarcal de San Juan de Letrán, por ser ella la Madre y Maestra de todas las Iglesias de la Cristiandad, en la que los penitentes públicos eran reconciliados el Jueves Santo, y los catecúmenos recibían el Santo Bautismo la noche santísima de Pascua. Ciertamente era la Iglesia más indicada para celebrar en ella la Estación, ya que en la misma tantas veces fue promulgado el ayuno cuadragesimal por los grandes Pontífices San León y San Gregorio del Magno. El Introito de la Misa, así como todos los cantos de ella, están tomados del salmo noventa. Este salmo canta las gracias de protección y libertad que, en toda suerte de necesidades, hallan las almas fieles que se arrojan confiadamente en Dios. Por lo mismo, era el más propio para reanimar nuestra confianza en Dios en el auxilio divino, tan necesario en la Cuaresma para poder vencer los enemigos de Dios y de nuestra alma. El Señor nos promete en el Introito que la esperanza puesta en El, no será vana en manera alguna. En la Colecta la Iglesia implora para todos sus hijos el favor divino, suplicando que los ayunos y penitencias, no solamente los purifiqué, sino que les alcance poderosísimo socorro mediante el cual se multipliquen sus buenas obras. La Epístola es una persuasiva y poderosa exhortación del gran Apóstol para que nos aprovechemos de este santo tiempo que Cuaresma, procurando con buenas obras nuestra eterna salvación. Estos son los días que Dios nos concede para enmendar nuestros vicios y ejercitar todas las virtudes. A esta misma práctica de la penitencia, y para darnos ejemplos de qué manera habíamos de triunfar de nuestros espirituales enemigos, nos propone la liturgia en el Evangelio el ejemplo de Jesucristo ayunando rigurosísimamente 40 días y otras tantas noches, orando y venciendo con la palabra de Dios al enemigo que más se esfuerza para conseguir nuestra externa ruina. Como las fuerzas humanas no son suficientes por sí solas para obtener la purificación del alma, ni para restaurar el vigor perdido, por lo mismo suplicamos en el Poscomunión que esto lo obre en nosotros la gracia mediante la Eucaristía, verdadero alimento y salud de nuestras almas. Tran sv. 28A # 36 - 47 La Soledad + Tel: 2442037 // BOGOTÁ - COLOMBIA www.institutodelbuenpastor.co

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PRIMER DOMINGO DE CUARESMA

MISA DEL DIA

Introito. Salm 90.15-16,1.- Si me invoca, yo le escucharé; le libraré y le glorificaré; le llenaré de dilatados días.

Salmo.- Dichoso el que mora al abrigo del Altísimo, el que descansa a la sombra del Omnipotente. Gloria al Padre.

Colecta.- Oh Dios!, que purificas a tu Iglesia por la observancia anual de la cuaresma: concede a tu familia que cuanto desea obtener de ti por la abstinencia, lo consiga con las buenas obras. Por nuestro Señor.

Epístola. 2 Cor. 6.1-10.- Exhortación apremiante a no recibir en vano la gracia de Dios. San Pablo, que nos las dirige, describe su propio combate, el cual terminará con la victoria por los méritos de Cristo.

Hermanos: Os exhortamos a que no recibáis en vano la gracia de Dios. Porque él dice: Te oí en el tiempo oportuno, y en el día de la salvación te ayudé. Ha llegado ahora el tiempo favorable, ha llegado el día de la salvación. No demos a nadie ocasión de escándalo, para que no sea vituperado nuestro ministerio. Antes en todo mostrémonos como ministros de Dios, con mucha constancia en las tribulaciones, en las necesidades, en las angustias, en los azotes, en las cárceles, en las sediciones, trabajos, vigilias y ayunos; con castidad, ciencia, paciencia y suavidad, por el Espíritu Santo, con caridad sincera, con palabras de verdad, con fortaleza de Dios, con las armas ofensivas y defensivas de la justicia, en el honor y el deshonor, en la infamia y en la buena fama; ya nos tengan por impostores siendo verídicos; por desco-nocidos, aunque muy conocidos, por casi moribundos, cuando en realidad estamos vivos; cual castigados, pero no muertos; como tristes, estando siempre alegres;
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como necesitados, aunque hemos enriquecido a muchos; como gentes que de todo carecen cuando todo lo poseemos.

Gradual Salm. 90.11-12.- Dios mandó a sus ángeles que te guarden en todos tus caminos. Te llevarán en sus manos, no sea que tropiece tu pie en alguna piedra.

Tracto Salm. 90.1-7,11-16.- Cántico lleno de promesas. Quien confía en Dios nada ha de temer.

El que mora al abrigo del Altísimo, el que descansa a la sombra del Omnipotente. Ése dice al Señor: Tú eres mi refugio, mi fortaleza, mi Dios, en quien confío. Sí, es él quien te librará del lazo del cazador y de las palabras mortíferas. Bajo sus alas te cubrirá y bajo sus plumas hallarás cobijo. Su fidelidad es un escudo, una coraza. No temerás los terrores de la noche. Ni la flecha que vuela de día, ni la peste que camina en las tinieblas o el contagio que hiere a plena luz. Caerán mil a tu lado, y a tu derecha diez mil; nada llegará hasta ti. Porque el Señor ha dado a sus Ángeles la misión de guardarte en todos tus caminos,. Ellos te llevarán en sus manos, no sea que tu pie tropiece en alguna piedra. Caminarás sobre áspides y víboras, hollarás con tus pies al león y al dragón. Porque se ha acogido a mí, yo le libraré; le protegeré puesto que conoce mi nombre. Si me llega a invocar, le escucharé; en la desgracia me encontraré junto a él. Le libraré y le glorificaré, le saciaré de largos días, le haré ver mi salvación.

Evangelio. Mat. 4. 1-11.- No era indigno de nuestro Redentor el querer ser tentado, pues venía para ser muerto. Por el contrario, convenía que triunfase de nuestras tentaciones, como había venido a derrotar nuestra muerte con la suya.» San Gregorio, en maitines.

En aquel tiempo: Llevó el Espíritu a Jesús al desierto para que allí le tentase el diablo. Y habiendo ayunado cuarenta días y cuarenta noches, después tuvo hambre. Y, llegándose a él el tentador, le dijo: Si eres Hijo de Dios, di que estas piedras se conviertan en panes. Mas Jesús le respondió y dijo: Escrito está: No de solo pan vive hombre, sino de toda palabra que sale de la boca de Dios. Entonces le transportó el diablo a la santa ciudad; y púsole sobre el pináculo del templo, y le dijo: Si eres Hijo de Dios, échate de aquí abajo, porque
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escrito está: Mandó a sus ángeles cerca de ti, y te tomarán en sus manos, para que no tropiece tu pie contra alguna piedra. Jesús le dijo: También está escrito: No tentarás al Señor tu Dios. De nuevo le subió el diablo a un monte muy alto, y le mostró todos los reinos del mundo, y la gloria de ellos, y le dijo: Todo esto te daré si, prosternándote, me adorares. Díjole entonces Jesús: Vete de aquí, Satanás, porque escrito está: Al Señor tu Dios adorarás, y a él solo servirás. Entonces le dejó el diablo; he aquí que se acercaron los ángeles y le sirvieron.

Ofertorio. Salm. 90.4-5.- Con sus alas te cubrirá el Señor, y bajo sus plumas hallarás cobijo; su fidelidad es un escudo.

Secreta.- Te ofrecemos solemnemente, Señor, este sacrificio en el umbral de la cuaresma, suplicándote que, con la abstinencia de carnes, hagas nos privemos también de los placeres nocivos. Por nuestro Señor Jesucristo.

Prefacio de Cuaresma.- En verdad es digno y justo, equitativo y saludable, darte gracias en todo tiempo y lugar, Señor, santo Padre, omnipotente y eterno Dios, que, por el ayuno corporal, domas nuestras pasiones, elevas la mente, nos das la virtud y el premio, por Jesucristo nuestro Señor, por quien alaban los Ángeles a tu majestad, la adoran las Dominaciones, la temen las Potestades y la celebran con igual júbilo los Cielos, las Virtudes de los cielos y los bienaventurados Serafines. Te rogamos que con sus voces admitas también las de los que te decimos, con humilde confesión. Santo

Comunión. Salm. 90.4-5.- Con sus alas te cubrirá el Señor y bajo sus plumas hallarás cobijo; su fidelidad es un escudo.

Poscomunión.- Restáurenos, Señor, la santa libación de tu sacramento; y, purificados de los antiguos vicios, nos haga participantes del misterio de salvación. Por nuestro Señor.
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Febrero 17

San Silvino

Obispo y Confesor

San Silvino, apóstol de Flandes, había trabajado en su propia santificación antes de trabajar en la de los demás. Sólo de hierbas se alimentaba y de raíces; e acostaba en la tierra desnuda y ataba sus miembros con una cadena de hierro. He aquí las armas de que se sirvió para atacar al demonio en un país en el que era adorado; ¿Podemos asombrarnos de que, predicando así con sus ejemplos más aun que con sus palabras, haya ganado tantas almas para Jesucristo?

MEDITACIÓN SOBRE LA SALVACIÓN

I. Las palabras del santo Evangelio, que hemos citado al comienzo, bastan por sí solas, según San Francisco Javier, para hacer que mejore su vida el alma que las medite. Piensa, pues, en ello: es preciso que te salves, he aquí tu única preocupación; para ello estás en este mundo, y no para adquirir riquezas, honores, o procurarte los gozos de la vida. Sin embargo, no pensamos en eso y, día y noche, pensamos en amontonar bienes perecederos.

II. Es menester trabajar en nuestra salvación .de manera seria y eficaz. ¿Qué haces para esto? ¡Desdichado! sacrificas tu salud para adquirir ciencia, honores, riquezas, y apenas si piensas en santificar te! Dime, por favor: ¿para qué servirán, en la hora de la muerte, esas riquezas, esa alta reputación, esa ciencia? Has perdido todo si pierdes tu alma. Allí donde se pierde el alma, no hay ganancia posible. (San Cipriano).

III. Es menester que sin tardar trabajes en tu salvación, pues el que difiere su conversión para el día de mañana corre gran riesgo de perderse. Distribuye tu tiempo de modo que el mundo no absorba toda tu vida. Comienza desde ahora a determinar lo que debes dar a Dios, llora el tiempo que sacrificaste a tus placeres, prepárate a dar cuenta de Tran sv. 28A # 36 - 47 La Soledad + Tel: 2442037 // BOGOTÁ - COLOMBIA www.institutodelbuenpastor.co s

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él. Demos a Dios algunos instantes de nuestra vida, no sea que la vanidad y las inquietudes miserables la consuman enteramente. (San Pedro Crisólogo).

El cuidado de nuestra salvación Orad por los que tienen cura de almas.

ORACIÓN

Haced, oh Dios omnipotente, que la piadosa solemnidad de San Silvino, vuestro confesor y pontífice, aumente en nosotros el espíritu de devoción y el deseo de la salvación. Por J. C. N. S. Amén..

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Febrero 18

San Simeón

Obispo y Mártir

La cruz de Jesucristo es la puerta del paraíso. (San Juan Crisóstomo).

Este santo, que era pariente de Jesucristo según la carne, y que tuvo el honor de morir en una cruz como Él, nos enseña que las cruces son favores conque Jesús honra a los que ama. Sucedió el santo a Santiago como obispo de Jerusalén, y después de haber dado admirables pruebas de su celo por la salvación de las almas, rubricó su paciencia padeciendo el suplicio de la cruz.

MEDITACIÓN SOBRE LAS TRES CLASES DE CRUCES

I. Nos atraemos cruces y aflicciones por nuestra imprudencia o por nuestros pecados; debemos soportar con paciencia esas aflicciones, puesto que nosotros somos su causa. Entra en ti mismo cuando estés afligido: pregúntale a tu alma por qué está triste, y a menudo Tra nsv. 28A # 36 - 47 La Soledad + Tel: 2442037 // BOGOTÁ - COLOMBIA www.institutodelbuenpastor.co s

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encontrarás que tus cruces no son sino castigo de tu orgullo y de tu avaricia, o de algún otro pecado. Acúsate entonces a ti mismo por tus sufrimientos; cesa de ser pecador, y cesarás de ser desgraciado. En todas tus penas pregúntale a tu alma; interrógala: ¿No te sucede esto sino porque has abandonado al Señor tu Dios? (San Jerónimo).

II. A veces soportamos cruces que no hemos merecido; nos asemejamos entonces al santo varón Job. Si tus enemigos te calumnian, si tus amigos te, traicionan, si la pobreza, la enfermedad o la deshonra te hacen gemir y pasar la vida en la tristeza, agradece a Dios de que te haya hecho partícipe de sus sufrimientos y de su cruz. ¿De qué te quejas, si te trata como trató a sus mejores amigos, como su Padre Eterno lo trató a El mismo? Sufre con Jesús y como Jesús.

III. Los santos no esperan los sufrimientos; los piden y los buscan, corren a ellos como el avaro a su tesoro; ¡Y tú, por lo contrario, los huyes! No te engañes, nunca entrarás en el cielo sin la cruz; porque la cruz de Jesucristo es la puerta del paraíso. (San Juan Crisóstomo).

El amor a la cruz Orad por los afligidos.

ORACIÓN

Dios todopoderoso, mirad nuestra debilidad, ved cuán agobiados estamos bajo el peso de nuestros pe cados, y fortificadnos por la intercesión de San Simeón, vuestro pontífice mártir. Por J. C. N. S. Amén.